| “Sem link não controlo” - Contributos para uma educação online inclusiva: estudo aplicado a casos de cegueira e baixa visão |
| Defendida em 2008 no quadro das actividades da Universidade Aberta,
“Sem link não controlo” - Contributos para uma educação online
inclusiva: estudo aplicado a casos de cegueira e baixa visão é um
estudo desenvolvida por Maria Manuela Amado Silva Francisco no âmbito
de uma dissertação de Mestrado em Ciências da Educação com
especialização em Pedagogia do E-Learning. Partindo da questão inicial
"O que é necessário para criar cursos online acessíveis,
particularmente a pessoas com problemas de acuidade visual?" e de uma
problematização sobre a inclusão em ambiente Internet, Maria Manuela
Francisco desenvolveu um estudo de caso sobre acessibilidade e
usabilidade de conteúdos multimédia no contexto de um curso de
aprendizagem em suporte digital concebido para ser acessível a pessoas com necessidades
especiais, neste caso centrado nas necessidades de pessoas cegas ou com
baixa visão. O presente estudo encontra-se disponível para consulta em suporte digital, disponibiliza-se aqui uma ligação para este documento. |
| PREÂMBULO «“Sem link não controlo” - Contributos para uma educação online inclusiva: estudo aplicado a casos de cegueira e baixa visão é a dissertação apresentada à Universidade Aberta por Maria Manuela Amado da Silva Francisco, para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Pedagogia do e-learning. Este trabalho foi realizado sob a orientação científica do Professor Doutor António Quintas Mendes, professor do Departamento de Ciências da Educação da Universidade Aberta. Neste trabalho apresento algumas linhas orientadoras para a criação de cursos online inclusivos e acessíveis a pessoas com incapacidade visual. Foi seguida uma metodologia de estudo de caso, apresentando aqui as várias etapas, desde a concepção de um curso piloto, implementação e testagem do mesmo com a participação de utilizadores de leitores de ecrã. Ao implementar este curso, verificou-se que o seguimento das normas estabelecidas para criar páginas Web acessíveis não é o suficiente. É necessário cruzar saberes e regras de diferentes áreas para conseguir oferecer cursos com verdadeiras preocupações inclusivas sem serem discriminatórios. Sem link não controlo é uma expressão utilizada pelo leitor de ecrã Window Eyes, quando os links de navegação estão mal definidos ou não existem. Por ter sido uma expressão que marcou a primeira fase de testes deste estudo, dá o título a este trabalho, que pretende ser ele próprio, um exemplo de um conteúdo acessível.» APRESENTAÇÃO «O estudo relatado neste trabalho pretende responder à questão de partida que lhe deu origem – O que é necessário para criar cursos online acessíveis, particularmente a pessoas com problemas de acuidade visual? Esta questão colocou-se no momento em que, em contexto profissional, se procurou criar um curso online inclusivo, acessível a todos. Enquanto Designer Instrucional, e juntamente com a restante equipa envolvida na criação do novo curso, foram procuradas soluções práticas que assegurassem a igualdade de oportunidades a todos os participantes do referido curso. Isto desencadeou a testagem de estratégias e soluções, promovendo uma reflexão crítica sobre as várias facetas da inclusão digital. Num primeiro momento considerou-se este desafio relativamente simples, uma vez que existem normas para a criação de páginas Web e a plataforma a utilizar estava em conformidade com uma dessas normas. A prática, no entanto, viria a revelar barreiras reais que obrigaram ao questionamento das normas, a aplicação e testagem dessas mesmas normas e um constante recomeçar de cada fase. Este constante questionamento foi enriquecido com a participação de 3 pessoas cegas que colaboraram enquanto participantes e informantes na 1ª e 2ª edição deste curso. Sendo a inclusão um tema pouco trabalhado no ensino online, este estudo reveste-se de carácter exploratório. Não se pretende apresentar conclusões de carácter definitivo, pretende-se que o estudo seja visto como um contributo para futuros projectos de cursos online com preocupações de inclusão. A abrangência do tema obriga a que neste trabalho se incluem assuntos relacionados com outros tipos de deficiência, estratégias pedagógicas adequadas a cada necessidade, estilos cognitivos de aprendizagem, leitura e interpretação de imagens, percepção da cor e da forma, conhecimentos de programação para adequar ferramentas e aplicações, sem que com tal se esgotem todas as ramificações que um estudo desta natureza potencia.» ÍNDICE Preâmbulo Agradecimentos Resumo Palavras-Chave Abstract Keywords Índice Geral Índice de Figuras e Tabelas Índice de Abreviaturas e Acrónimos Introdução PARTE A - ENQUADRAMENTO TEÓRICO O advento da Internet Igualdade: declarações e legislação Clarificação de conceitos Cursos online Inclusão, acessibilidade e usabilidade Deficiência ou Incapacidade Diferentes perfis de utilizadores da Internet Utilizadores com necessidades especiais Barreiras na Web Incapacidade visual e tecnologia assistida Directivas e normas de acessibilidade Conteúdos didácticos. Estudos similares METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO Objectivo Questões de investigação Estrutura do estudo Estratégias de Investigação Método utilizado Tipo de caso Instrumentos Amostragem PARTE B - ESTUDO DE CASO Fase 1: Desenho de um curso inclusivo Premissas Modelo Pedagógico “Todos” no modelo pedagógico da UED Planificação do curso Levantamento das necessidades Adequação da Plataforma Estrutura e organização Ferramentas de comunicação Design Gráfico Tamanho e formato de conteúdos Informação aos participantes Testagem com validadores Design Instrucional Estratégias Adequação da linguagem Conteúdos multimédia (áudio e video) Testes com leitores de ecrã Fase 2.1 Relato da experiência Primeira edição do curso de empreendedorismo Os participantes O grupo Perfil da “Amostra” A sessão inaugural Sessões de acompanhamento Primeira sessão: estrutura da plataforma Segunda sessão: navegação Terceira sessão: ambiente virtual e interacção online Quarta sessão: comunicação no fórum Quinta sessão: manual didáctico Última sessão: reflexões e propostas de melhoria Fase 2.2 Relato da experiência Segunda edição do curso de empreendedorismo Conclusão do estudo Alterações relativas à 1ª edição Os participantes A primeira sessão presencial Acompanhamento dos sujeitos Fim do estudo CONCLUSÕES Nota explicativa Conclusão Reflexões finais Sugestões para estudos futuros BIBLIOGRAFIA Referências ANEXO Entrevistas Entrevista: Sujeito A Entrevista: Sujeito B Entrevista: Sujeito C O estudo encontra-se disponível aqui. |
