| Centro Cultural Emmerico Nunes (Sines) |
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| 16h00-23h00 (segunda a sábado) |
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Extermínios Projecto |
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No âmbito do XII Verão de Arte Contemporânea o Centro Cultural Emmerico Nunes apresenta em Sines o projecto colectivo Extermínios, que reúne trabalhos de Moirika Reker, Gilberto Reis, Carlos Augusto Ribeiro, Sérgio Taborda, Maria Manuela Lopes, Paulo Bernardino: desenhos, pinturas, projecções de
vídeo, livros e
marcadores de leitura, inscrição de frases em diferentes espaços de Sines, histórias de vida sobre discriminação e devastação difundidas através da rádio e do jornal local. O projecto extermínios termina a vivicar com a plantação
de melaleucas em Outubro de 2010.
APRESENTAÇÃO
«Extermínio [Do Lat. Exterminiu.]: acto ou efeito de exterminar; pôr fora de alguma terra ou região; expulsar, banir, desterrar; exício, perdição; ruína; morte; excídio; destruição; subversão; assolação; acto ou efeito de destruir; destruir com mortandade; fazer desaparecer; eliminar, matando; devastação; demolição; ruína total, chacina, aniquilamento.
O que não caberá dentro do conjunto de actos e efeitos de extermínios - reconhecidos, alegados ou ocultados - ao longo da história dos homens? De um modo ou de outro, todos visaram a dizimação, a desfiguração e a negação do humano. Igualmente classificado como insignificância e, por essa razão, alvo deste processo devastador, foi, como é sabido, a totalidade do mundo natural. O que fazer ao depararmos - enquanto espectadores de calamidades, servidas ao domicílio - com as inúmeras imagens de sofrimento?
"Talvez as únicas pessoas que têm direito a ver imagens de sofrimento verdadeiro de ordem tão extrema sejam aqueles que podem fazer alguma coisa para o aliviarem... ou aqueles que possam aprender com isso alguma coisa."
O extermínio, os extermínios... realmente começam em casa. A todos o medo faz-nos esquecer a noção do respeito.
As intervenções ocorrem em diferentes espaços: no interior do Centro Cultural Emmerico Nunes (desenhos/pinturas que, como ‘cartazes utópicos', reflectem a dimensão crítica, quimérica e paródica de um país imaginário); projecções de vídeo; um conjunto de livros concebidos para estarem abertos sob o peso de idêntico número de bronzes - a funcionar, por sua vez, como marcadores de leitura de frases inscritas, relacionadas com a temática da exposição; na paisagem (outdoor), em fachadas ou em montras do centro histórico de Sines (frases, algumas relacionadas com os ‘cartazes utópicos'); na rádio e jornal local (histórias de vida que, tocando a discriminação e a devastação, são contadas por um actor).
Ultrapassando o curto período de tempo estipulado para as anteriores intervenções (a saber: 24 de Julho até 3 de Outubro), em frente da casa onde viveu Emmerico Nunes acontecerá o momento final deste conjunto de intervenções: a plantação de arbustos (Melaleucas) com uma inscrição em metal e à cota do solo. Sendo um momento primeiro da marcação do território, e, ainda, por corresponder, simbolicamente, a um renascimento - opondo-se, nesse sentido, ao extermínio - a plantação irá efectuar-se, devido às necessidades de crescimento das melaleucas, em Outubro de 2010.»
Informação disponível aqui.
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